Quais os parâmentros e métodos de ensaio para a ABNT NBR?
A qualidade dos papéis sanitários é um tema de extrema relevância para o setor de materiais de limpeza profissionais, já que o desempenho e a segurança desses produtos impactam diretamente na higiene, na saúde pública e na sustentabilidade dos sistemas de saneamento. Neste artigo técnico você vai conhecer, de forma clara e didática, os parâmetros e métodos de ensaio estabelecidos pelas normas técnicas nacionais (ABNT NBR) e internacionais, fundamentais para garantir a excelência dos papéis sanitários utilizados nas empresas.

A ABNT é responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (ABNT NBR), elaboradas por seus Comitês Brasileiros (ABNT/CB), Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE).
Profissionais responsáveis pela compra e utilização de produtos de limpeza corporativos encontrarão aqui informações valiosas, embasadas nas diretrizes da ABNT NBR, para realizarem escolhas mais informadas, seguras e eficientes.
Neste contexto, iniciaremos com uma explanação detalhada sobre a importância de compreender e aplicar corretamente os parâmetros normativos previstos pela ABNT NBR, destacando os benefícios que um papel sanitário de alta qualidade traz para operações que exigem ambientes limpos, seguros e sustentáveis.
O papel higiênico e o papel toalha – tipos essenciais de papéis sanitários – são itens fundamentais para a higiene pessoal e têm impacto significativo na saúde pública. Embora sejam produtos simples, seu uso adequado é essencial para prevenir infecções e promover um saneamento seguro.
A qualidade do papel higiênico afeta diretamente o conforto do usuário e a proteção contra germes. Um produto eficiente remove resíduos de forma higiênica e reduz significativamente os riscos de contaminação cruzada.

Avaliação Abrangente segundo a ABNT NBR
Para garantir que os papéis sanitários – incluindo papéis higiênicos, toalhas de mão, guardanapos, entre outros – cumpram padrões mínimos de desempenho e segurança, existem normas técnicas específicas definidas pela ABNT NBR. Essas normas estabelecem critérios rigorosos de qualidade e métodos padronizados de ensaio, oferecendo aos fabricantes e consumidores a segurança de que o produto atende plenamente aos requisitos essenciais exigidos pelo mercado.
Em outras palavras, as normas ABNT NBR funcionam como instrumentos fundamentais de garantia de qualidade, assegurando que o papel sanitário tenha resistência mecânica adequada, excelente absorção e comportamento seguro em contato com a água (desagregação), entre outros atributos importantes. A seguir, exploraremos detalhadamente as principais normas ABNT NBR para papéis sanitários, seus métodos de teste, parâmetros essenciais e também como esses padrões impactam positivamente na sustentabilidade e qualidade desses produtos.
O que são as normas técnicas para papel higiênico?
As normas técnicas são documentos elaborados por entidades reconhecidas, como a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que estabelecem critérios e parâmetros para garantir a segurança, qualidade e desempenho de produtos e serviços. No caso do papel higiênico, essas normas definem padrões para características como resistência, absorção, maciez, desagregação e até segurança microbiológica.
Esses critérios não são aleatórios: são baseados em estudos científicos, testes laboratoriais e consensos técnicos que garantem que o produto atenda às expectativas de desempenho e segurança no uso diário.
Qual a importância dessas normas?
A principal função das normas técnicas é proteger o consumidor e garantir que o produto seja eficaz, seguro e adequado para o fim ao qual se destina. Para empresas, seguir essas normas significa entregar produtos confiáveis, que evitam problemas como entupimentos de encanamentos, irritações na pele ou baixa durabilidade.
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Além disso, produtos certificados ajudam o comprador institucional (como empresas, condomínios e órgãos públicos) a selecionar opções de melhor custo-benefício, com base em dados objetivos e padronizados de desempenho.
Quem regula e certifica os produtos no Brasil?
No Brasil, várias instituições desempenham papéis complementares na regulação e certificação de papéis sanitários:
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ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas): responsável pela elaboração das normas técnicas (como as NBRs) que definem os critérios de desempenho e qualidade dos papéis.
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INMETRO: órgão que fiscaliza e certifica produtos, garantindo que estejam de acordo com os regulamentos técnicos e normas voluntárias. Ele também coordena o Programa Brasileiro de Avaliação da Conformidade.
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ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária): estabelece requisitos sanitários e microbiológicos para produtos de uso pessoal, como papel higiênico e toalhas de papel, com base em resoluções como a RDC 640/2022.
Quais as principais diferenças entre as normas NBR?
As normas ABNT NBR voltadas aos papéis sanitários têm focos diferentes, conforme o aspecto analisado. Por exemplo:
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ABNT NBR 15464: trata da classificação dos papéis higiênicos com base em critérios como maciez, resistência e absorção, estabelecendo pontuações e categorias (Classe 1 a 4).
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ABNT NBR ISO 12625-8: estabelece o método de ensaio da capacidade de absorção e do tempo de absorção dos papéis, com base em norma internacional.
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ABNT NBR 15134: anterior à ISO 12625-8, trazia critérios mais simples e foi em parte substituída, embora ainda seja referenciada para alguns ensaios.

Classificação de qualidade na ABNT NBR 15464
Cada norma possui escopo e metodologia próprios, mas todas têm em comum o objetivo de assegurar que o produto seja seguro, eficaz e adequado ao uso sanitário.
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Quais os riscos de utilizar papéis sem certificação?
Papéis higiênicos e toalhas sem certificação técnica representam riscos sérios, tanto para o usuário quanto para o ambiente. Produtos fora das normas podem:
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Não se desintegrar corretamente, causando entupimentos e danos ao encanamento;
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Ser fabricados com fibras contaminadas ou sem higienização adequada, oferecendo risco microbiológico;
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Ter baixa resistência, esfarelando ou rasgando durante o uso;
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Contar com substâncias químicas não controladas (como corantes ou perfumes irritantes), que podem causar alergias ou desconfortos;
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Gerar maior desperdício, por exigir uso de mais folhas para alcançar o mesmo efeito de limpeza.
Além disso, empresas e instituições que utilizam papéis sem conformidade podem sofrer sanções sanitárias ou até comprometer sua reputação frente a clientes e colaboradores.

Como escolher produtos certificados
Por isso, optar por papéis certificados por normas técnicas é um investimento em segurança, qualidade e sustentabilidade.
Quais as principais normas técnicas ABNT NBR para papéis sanitários e sétodos de ensaio
No Brasil, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabeleceu normas específicas para garantir a qualidade dos papéis sanitários utilizados em diversos ambientes. Destacam-se especialmente a norma geral de métodos de ensaio (ABNT NBR 15134) e a série de normas para classificação dos produtos (ABNT NBR 15464), além de normas derivadas de padrões internacionais, como a ABNT NBR 12625-8. A seguir, detalhamos cada uma dessas importantes normas ABNT NBR:
ABNT NBR 15134 – Métodos de Ensaio para Papéis Sanitários
ABNT NBR 15134:2007 – Papel e produto para fins sanitários – Métodos de ensaio estabelece os métodos laboratoriais padronizados utilizados na avaliação rigorosa da qualidade dos papéis sanitários.
De forma prática, essa norma ABNT NBR define exatamente como devem ser testados o papel higiênico e produtos correlatos. A norma abrange procedimentos claros e específicos para medir diversas características fundamentais para a qualidade do papel sanitário, incluindo:
- Resistência à tração: Mede a força necessária para romper o papel durante o uso;
- Resistência ao rasgo: Avalia a resistência do papel a danos ocasionais e rasgos;
- Gramatura: Corresponde à massa do papel por área (peso específico), influenciando diretamente sua resistência e custo;
- Espessura: Avalia a grossura da folha do papel, fator importante para conforto e eficiência;
- Índice de maciez: Indica a suavidade do papel ao toque, fator diretamente ligado à satisfação e conforto dos usuários;
- Absorção de água: Mede tanto a capacidade quanto o tempo necessário para o papel absorver líquidos;
- Desagregabilidade em água: Avalia a capacidade do papel de se desfazer rapidamente em contato com água, fator essencial para evitar entupimentos.
Ao seguir rigorosamente os métodos descritos pela ABNT NBR 15134, fabricantes asseguram que seus produtos sanitários oferecem segurança, conforto e eficiência, garantindo, assim, uma experiência de uso positiva e segura para consumidores finais e instituições.
Além de descrever detalhadamente os métodos de ensaio, a ABNT NBR 15134 estabelece critérios claros de desempenho mínimo e um sistema de classificação por níveis de qualidade para papéis sanitários.
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Diferente de testes simples com resultado apenas “aprovado/reprovado”, a norma ABNT NBR atribui pontuações específicas aos resultados obtidos em cada ensaio, classificando o desempenho do papel em faixas distintas de qualidade, que vão da classe A (melhor desempenho) até a classe D.
Dessa forma, não existe um único valor mínimo absoluto que o papel deve alcançar em cada teste; pelo contrário, a ABNT NBR 15134 define intervalos para os resultados, correspondendo a diferentes níveis de qualidade do papel.
Posteriormente, essas pontuações são somadas para determinar uma classificação global do produto, que pode variar da Classe 1 (desempenho superior) até a Classe 4 (desempenho básico).
Esse método de classificação definido pela ABNT NBR estimula os fabricantes a buscarem melhorias contínuas em diversas características do produto, proporcionando uma visão mais ampla e multidimensional da qualidade.
Em suma, a ABNT NBR 15134 é a base essencial para testar papéis sanitários de forma uniforme, precisa e comparável, assegurando que os consumidores tenham produtos de qualidade confiável e consistente.
Ao seguir rigorosamente os métodos estabelecidos pela ABNT NBR 15134, os fabricantes comprovam que seus papéis sanitários atendem plenamente aos requisitos essenciais de resistência, absorção e desagregação, garantindo alta usabilidade e segurança para o consumidor. Por exemplo, um ensaio de resistência à tração bem executado, conforme definido pela ABNT NBR, assegura que o papel higiênico não irá romper indevidamente durante o uso. Da mesma forma, os ensaios de absorção e desagregação confirmam que o papel cumprirá sua função sem causar entupimentos nos sistemas de esgoto.
Os papéis higiênicos da linha Optipaper possuem laudo técnico de desagregação, comprovando sua rápida dissolução ao entrar em contato com a água, em conformidade com as exigências da norma ABNT NBR. Esse atributo é especialmente valioso para empresas e condomínios que desejam prevenir problemas com entupimentos e garantir a eficiência dos sistemas hidráulicos.

Os papéis higiênicos da linha Optipaper possuem laudo técnico de desagregação
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Com a certificação comprovada pela ABNT NBR, esses locais podem reduzir significativamente o risco de danos aos encanamentos, diminuindo custos com manutenção corretiva. Além disso, ao utilizar papéis que se desfazem rapidamente, as empresas promovem maior sustentabilidade, minimizam o impacto ambiental e evitam o acúmulo de resíduos sólidos nos sistemas de saneamento.
Quais são as normas de classificação de papéis sanitários?
A série de normas técnicas ABNT NBR 15464 estabelece a classificação e os requisitos mínimos de desempenho que diferentes tipos de papéis sanitários precisam cumprir para garantir sua qualidade, segurança e eficácia.
Enquanto a norma ABNT NBR 15134 define especificamente os métodos de ensaio laboratoriais para avaliar as características técnicas dos papéis sanitários, a série ABNT NBR 15464 complementa esse processo ao estabelecer as categorias e padrões essenciais que cada tipo de papel sanitário deve atingir para ser considerado adequado ao uso.
Publicada inicialmente em 2007, a série ABNT NBR 15464 é extensa e dividida em várias partes. Cada parte trata de um tipo específico de papel sanitário, definindo claramente as categorias e requisitos mínimos necessários para assegurar um padrão consistente de qualidade. Esses critérios são fundamentais para garantir que os papéis sanitários atendam às expectativas dos consumidores e às necessidades práticas de diferentes contextos de uso, desde ambientes domésticos até comerciais e institucionais.
Ao cumprir com rigor as diretrizes estabelecidas pela série ABNT NBR 15464, fabricantes e distribuidores asseguram produtos confiáveis e adequados, proporcionando maior segurança e satisfação ao consumidor.
As partes da série podem ser vistas a seguir:
- ABNT NBR 15464-1:2007 Papel higiênico folha simples
- ABNT NBR 15464-2:2007 Papel higiênico folha dupla
- ABNT NBR 15464-3:2007 Guardanapo de papel folha simples
- ABNT NBR 15464-4:2007 Guardanapo de papel folha dupla
- ABNT NBR 15464-5:2007 Toalha de papel folha dupla – Uso doméstico
- ABNT NBR 15464-6:2007 Lenço de papel folha dupla
- ABNT NBR 15464-7:2007 Toalha de papel folha simples interfolhada institucional • ABNT NBR 15464-8:2007 Toalha de papel folha dupla interfolhada institucional
- ABNT NBR 15464-9:2010 Papel higiênico institucional folha simples em rolo
- ABNT NBR 15464-10:2010 Papel higiênico institucional folha dupla em rolo
- ABNT NBR 15464-11:2010 Toalha de papel institucional folha simples em rolo
- ABNT NBR 15464-12:2010 Toalha de papel institucional folha dupla em rolo
- ABNT NBR 15464-13:2010 Papel higiênico institucional interfolhado folha simples
- ABNT NBR 15464-14:2010 Papel higiênico institucional interfolhado folha dupla
- ABNT NBR 15464-15:2010 Lençol hospitalar de papel

Exemplo Papel Higiênico Interfolhado folha dupla
Cada parte da série de normas técnicas ABNT NBR 15464 detalha as propriedades essenciais que devem ser avaliadas para assegurar um desempenho adequado dos papéis sanitários. Essa classificação inclui fatores importantes, como resistência ao rasgo, absorção de líquidos, maciez e capacidade de desintegração – todos aspectos cruciais para garantir a usabilidade eficiente do produto e a segurança dos sistemas hidráulicos e de esgoto.
Além disso, a série ABNT NBR 15464 define categorias específicas que determinam os padrões mínimos exigidos para cada tipo de papel sanitário, garantindo que todos os produtos, independentemente do tipo, atendam rigorosamente a requisitos técnicos e critérios de desempenho pré-estabelecidos pela ABNT.
Essas normas ABNT NBR são fundamentais para a indústria de papel sanitário, pois garantem que os produtos ofereçam conforto, eficácia e segurança para os usuários finais. Ao mesmo tempo, elas ajudam a minimizar impactos ambientais, reduzindo riscos de entupimento e facilitando o processo de biodegradabilidade dos papéis, promovendo, dessa forma, maior sustentabilidade nos sistemas de saneamento e descarte.
Cada norma da série ABNT NBR 15464 especifica com precisão os requisitos de desempenho e os métodos de ensaio aplicáveis a cada tipo de papel sanitário, sempre referenciando a norma ABNT NBR 15134 como base metodológica. Em outras palavras, a ABNT NBR 15464 utiliza os critérios e procedimentos definidos na ABNT NBR 15134 e os aplica de forma prática a produtos específicos — como, por exemplo, um papel higiênico folha dupla — estabelecendo quais resultados esse papel precisa atingir para ser classificado como um produto de qualidade aceitável no mercado.
Além disso, essa norma técnica define também as características dimensionais exigidas, como número de folhas, comprimento e largura dos rolos ou das folhas, de acordo com o tipo de papel analisado.
Uma das características mais relevantes das normas de classificação da ABNT NBR 15464 é a adoção de um sistema de pontuação e faixas de qualidade, que permite avaliar de forma comparativa os diferentes níveis de desempenho dos produtos disponíveis no mercado.
A título de ilustração, a tabela abaixo resume alguns parâmetros de desempenho e suas faixas para classificação de um papel higiênico folha simples (rolinho), conforme a ABNT NBR 15464-1:
Exemplo de critérios de classificação para papel higiênico folha simples (doméstico). Classes A–D referem-se ao desempenho em cada atributo, sendo A o melhor. Observa-se que a resistência à tração, por exemplo, deve ser de pelo menos 90 N/m em todos os casos – um valor inferior a isso indicaria não conformidade ao produto. Os parâmetros “Furos” e “Pintas” avaliam a limpeza do papel (ausência de defeitos visíveis), enquanto alvura e maciez relacionam-se à aparência e toque.
Como se observa, a norma de classificação da série ABNT NBR 15464 estabelece faixas numéricas específicas para cada característica técnica do papel sanitário. Por exemplo, um papel folha simples classificado como Classe A no quesito “índice de maciez” apresenta um valor inferior a 6,0 N·m/g, o que indica alta suavidade ao toque. Já um papel classificado como Classe D ultrapassa os 7,0 N·m/g, sendo percebido como mais áspero.
No entanto, alguns critérios da ABNT NBR 15464 possuem exigências mínimas fixas. É o caso da resistência à tração, que deve ser de, no mínimo, 90 N/m em todas as classes. Caso o produto não atinja esse valor, ele é automaticamente desqualificado, não podendo ser considerado conforme à norma.

Baseado nas normas ABNT NBR, o direcionamento na hora de se escolher um papel se torna mais prático.
Cada faixa de classificação é associada a uma pontuação – normalmente, 7 pontos para a Classe A, 4 para B, 2 para C e 1 ponto para D. A soma dessas pontuações resulta na classificação global do papel higiênico, que pode variar de Classe 1 (desempenho premium) até Classe 4 (qualidade básica).
Esse sistema de classificação por pontuação da ABNT NBR 15464 tem sido amplamente utilizado em processos de compras públicas e privadas no Brasil. Em muitas licitações, por exemplo, é comum que se exija a aquisição de papéis higiênicos com classificação mínima de Classe 1 ou 2, assegurando um alto padrão de qualidade.
Em resumo, a série ABNT NBR 15464 não apenas garante que cada tipo de papel sanitário atenda aos requisitos mínimos de resistência, absorção e desintegração, mas também oferece um sistema claro e confiável para classificar os produtos por nível de qualidade, promovendo transparência, eficiência e segurança nas escolhas do mercado.
Quais os parâmetros de resistência ao rasgo e à tração dos papéis sanitários
Imagine o papel sanitário como uma teia de aranha: cada fio, apesar de parecer delicado, atua em conjunto para suportar forças externas e resistir a impactos. Se um único fio for fraco, toda a estrutura da teia pode se romper. Assim também é com o papel higiênico — ele precisa apresentar resistência adequada para não se rasgar facilmente durante o uso, seja ao ser puxado do rolo, seja ao entrar em contato com o corpo.
Essa resistência é avaliada por meio dos ensaios de tração e rasgo, definidos pela ABNT NBR 15134, que garantem a integridade do papel em condições reais de uso. Um produto bem classificado segundo a ABNT NBR é como uma teia bem construída: não se desmancha ao enfrentar uma simples brisa.

Tipo de classificação técnica orienta fabricantes, como a Optipaper, que podem posicionar seus produtos com base em níveis de desempenho.
Esse tipo de classificação técnica orienta fabricantes, como a Optipaper, que podem posicionar seus produtos com base em níveis de desempenho, e também consumidores e compradores institucionais, que passam a entender a diferença entre um papel folha simples Classe 4 e um papel premium Classe 1, conforme a ABNT NBR 15464. A norma também está em constante evolução: recentemente foi incluída uma nova parte da série – a ABNT NBR 15464-16:2023, que contempla o papel higiênico de folha tripla, acompanhando as tendências do mercado.
+SAIBA MAIS: Quais os tipos de papel higiênico existem? Como escolher o melhor?
o que é a ABNT NBR 12625-8?
Além das normas nacionais, a ABNT também adota normas internacionais quando pertinente. Um exemplo disso é a ABNT NBR ISO 12625-8:2012, baseada em padrões europeus (ISO/EN), que trata do comportamento dos papéis sanitários em contato com líquidos.
Especificamente, a ABNT NBR 12625-8 define os métodos de ensaio para medir o tempo de absorção de água e a capacidade de absorção, utilizando o método de imersão em cesta. Essa norma brasileira é uma adaptação direta da ISO 12625-8, e representa uma importante padronização nos testes de desempenho para papéis tissue.
A adoção dessa norma internacional foi motivada pelo desejo da comissão técnica da ABNT de alinhar os métodos nacionais às melhores práticas globais. Por isso, a ABNT NBR 15134 teve sua seção de absorção atualizada, substituindo o antigo método doméstico pelo teste de imersão em cesta, conferindo maior precisão e confiabilidade aos resultados.
Além da absorção, outras partes da série ISO 12625 (nem todas adotadas pela ABNT) abordam aspectos como resistência à tração em estado úmido, determinação de espessura e gramatura, e resistência dos picotes (linhas de perfuração em rolos de papel). A ABNT NBR 12625-8, em especial, reforça a importância de se avaliar o desempenho do papel em contato com líquidos, equilibrando absorção eficiente com a capacidade de desintegração — o que garante o descarte adequado no vaso sanitário, evitando entupimentos.
Veremos adiante os detalhes do ensaio de desagregação, que complementa esse conjunto de testes relacionados à absorção, dentro do escopo da ABNT NBR.
Quais os laudos de desempenho que os papeis da OptiPaper possui?
Os laudos de desempenho realizados para os produtos da linha Optipaper, tanto para papel higiênico quanto para papel toalha, oferecem uma análise detalhada dos principais parâmetros de qualidade que asseguram eficiência, conforto e segurança no uso diário.
Esses laudos técnicos seguem rigorosamente os critérios estabelecidos pelas normas ABNT NBR, incluindo a ABNT NBR 15134, a ABNT NBR 15464 e a ABNT NBR ISO 12625-8, reconhecidas por padronizarem métodos de ensaio e desempenho para papéis sanitários. Com base nessas normas, são avaliados atributos fundamentais como resistência mecânica, capacidade de absorção, desagregabilidade em água e segurança microbiológica.
A conformidade dos produtos Optipaper com essas normas ABNT NBR garante não apenas qualidade superior, mas também vantagens reais para empresas, escritórios, instituições e condomínios que buscam produtos sanitários confiáveis, sustentáveis e de alto desempenho. A certificação por meio de laudos técnicos fortalece o posicionamento da marca como sinônimo de excelência em papéis sanitários profissionais.
Laudo de Desempenho do Papel Higiênico Optipaper
O laudo de desempenho do papel higiênico Optipaper comprova que o produto atende rigorosamente aos parâmetros definidos pelas normas ABNT NBR, especialmente no que diz respeito à desagregação e à resistência mecânica. A conformidade com normas como a ABNT NBR 15134 e a ABNT NBR 15464 garante que o papel se desintegre rapidamente após o descarte no sistema de esgoto, minimizando o risco de entupimentos nas tubulações.
Esse comportamento é essencial para empresas, condomínios e instituições que buscam reduzir custos com manutenção de encanamentos e aumentar a eficiência dos sistemas de saneamento. Um papel higiênico com alto desempenho em desagregação — conforme exigido pela ABNT NBR — também colabora para uma gestão de resíduos mais sustentável, diminuindo o impacto ambiental e sobrecargas no sistema público de esgoto.
Além disso, os ensaios de absorção de líquidos mostram que o papel higiênico Optipaper possui excelente capacidade de retenção de umidade, sem comprometer sua resistência estrutural. Isso se traduz em um uso mais eficiente, confortável e econômico, já que menos folhas são necessárias por aplicação. A conformidade com os critérios da ABNT NBR reforça a qualidade superior do produto, tornando-o ideal para ambientes que exigem desempenho, sustentabilidade e custo-benefício.

Produtos OptiPaper em conformidade com os critérios da ABNT NBR.
Laudo de Desempenho do Papel Toalha Optipaper
O laudo de desempenho do papel toalha Optipaper comprova sua alta performance nos principais testes definidos pelas normas técnicas ABNT NBR, com destaque para a resistência à tração (tanto a seco quanto a úmido) e a excelente capacidade de absorção de líquidos.
Conforme os critérios da ABNT NBR 15134 e normas complementares como a ABNT NBR ISO 12625-8, o papel toalha Optipaper apresenta elevado desempenho em absorção, permitindo que superfícies sejam secas de forma rápida, eficaz e com menor consumo de material. Essa performance evita que o papel se desfaça durante o uso, mesmo sob contato com líquidos, garantindo mais durabilidade e segurança na aplicação.
Outro destaque do laudo é o resultado positivo no teste de resistência à tração a úmido, fundamental para ambientes onde o papel é exposto à alta umidade. Essa característica assegura que o papel toalha permaneça funcional e resistente durante toda a tarefa, evitando desperdícios e garantindo a eficiência das rotinas de limpeza.
A conformidade com os padrões ABNT NBR reforça a credibilidade da linha Optipaper como solução profissional de alto desempenho, ideal para empresas que priorizam qualidade, resistência e economia nos produtos de higiene e limpeza.
Reflexos dos Laudos Técnicos nos Produtos Optipaper
Os laudos técnicos emitidos para os produtos Optipaper, tanto para papel higiênico quanto para papel toalha, demonstram de forma objetiva a qualidade superior da marca, validada por normas como ABNT NBR 15134, ABNT NBR 15464 e ABNT NBR 12625-8.
No caso do papel higiênico Optipaper, os ensaios de desagregação e resistência comprovam sua rápida dissolução em contato com a água, o que evita entupimentos nas tubulações e reduz custos com manutenção de sistemas de esgoto. Além disso, o papel está alinhado com práticas sustentáveis, ao minimizar o impacto ambiental — característica fundamental para empresas e condomínios preocupados com ESG e gestão eficiente de resíduos.
Já o papel toalha Optipaper se destaca em ambientes de alto tráfego, como banheiros corporativos, escolas, hospitais e condomínios, oferecendo alta absorção e resistência mecânica, mesmo em contato com líquidos. A conformidade com os padrões ABNT NBR assegura que o produto atenda aos requisitos técnicos exigidos para um desempenho seguro e eficiente nas rotinas de limpeza e secagem.
+SAIBA MAIS: Conheça os produtos OptiPaper
Esses reflexos práticos dos laudos técnicos reforçam o posicionamento da linha Optipaper como referência em qualidade e desempenho no segmento de papéis sanitários profissionais.
Quais as vantagens para empresas e condomínios
Para empresas e condomínios que utilizam os papéis sanitários da linha Optipaper, os laudos de desempenho baseados nas normas ABNT NBR oferecem uma série de benefícios tangíveis e intangíveis, agregando valor à operação e à experiência do usuário. Confira as principais vantagens:
- Economia de Custos
A alta capacidade de absorção e a resistência ao rasgo, conforme exigido pela ABNT NBR 15134, garantem que menos folhas sejam necessárias para realizar as tarefas do dia a dia. Isso reduz o consumo e o desperdício, gerando economia direta para empresas e condomínios que compram em grande volume. - Eficiência Operacional
A rápida desagregação dos papéis Optipaper, comprovada por ensaios conforme a ABNT NBR 15464, ajuda a prevenir entupimentos e minimizar danos aos sistemas hidráulicos. Isso reduz custos com manutenção de encanamentos e evita paralisações, principalmente em ambientes com alto fluxo de uso. - Sustentabilidade
Com produtos que se desintegram com facilidade e geram menos resíduos, os papéis Optipaper promovem práticas mais sustentáveis. Essa conformidade com as normas ABNT NBR ajuda empresas e condomínios a atenderem exigências ambientais e metas ESG, reduzindo o impacto ecológico do descarte de papel. - Conforto e Satisfação do Usuário
A maciez, a resistência e a eficiência na absorção, avaliadas em conformidade com a ABNT NBR, proporcionam uma experiência de uso superior para moradores, colaboradores e visitantes. Essa qualidade reflete diretamente na percepção de cuidado e bem-estar promovido pela empresa ou condomínio. - Garantia de Qualidade com base na ABNT NBR
Todos os produtos Optipaper são acompanhados de laudos que asseguram a conformidade com normas técnicas como a ABNT NBR 15134, ABNT NBR 15464 e ABNT NBR ISO 12625-8, comprovando que atendem aos critérios mais rigorosos de desempenho e segurança exigidos pelo mercado.
Quais são as normas internacionais mais relevantes?
A qualidade dos papéis sanitários é regulamentada por padrões internacionais há décadas, contribuindo para a padronização e excelência desses produtos em escala global. Diversas normas internacionais complementam ou servem de base para as práticas estabelecidas pela ABNT NBR no Brasil, promovendo maior confiabilidade e equivalência nos testes de desempenho.
As principais organizações internacionais envolvidas na criação dessas normas são:
- ISO (International Organization for Standardization)
- ASTM (American Society for Testing and Materials)
- EN (Comitês Europeus de Normalização – Normas Europeias)
Essas entidades desenvolvem diretrizes que abordam critérios como resistência, absorção, desagregação, maciez e segurança dos papéis tissue — e muitas dessas normas são incorporadas ou adaptadas pela ABNT NBR, como no caso da ABNT NBR ISO 12625-8.
A seguir, serão apresentadas algumas das normas internacionais mais relevantes, seus principais requisitos e aplicações, além de como elas influenciam a padronização adotada no Brasil por meio das normas ABNT NBR. Essa integração entre normas internacionais e nacionais fortalece a qualidade dos produtos oferecidos no mercado brasileiro e facilita a atuação de empresas que buscam competitividade global.
Normas ISO (International Standards)
A ISO possui uma série específica dedicada aos papéis tissue: a série ISO 12625 – “Tissue paper and tissue products”, que abrange desde terminologias e definições até métodos de ensaio para avaliar praticamente todas as propriedades técnicas relevantes desses produtos.
Por exemplo:
- ISO 12625-6 define os procedimentos para medição de gramatura e espessura;
- ISO 12625-4 trata da resistência à tração;
- ISO 12625-5 avalia a resistência à tração a úmido, essencial para papéis toalha;
- ISO 12625-8 especifica os testes de tempo e capacidade de absorção de água.
Muitas dessas normas ISO foram incorporadas como normas europeias (EN ISO) e também adotadas oficialmente em normas nacionais — como no caso da ABNT NBR 12625-8, que é equivalente à ISO 12625-8. Isso demonstra o alinhamento entre os padrões internacionais e as diretrizes brasileiras estabelecidas pela ABNT NBR.
Globalmente, a adoção dessas normas permite que fabricantes multinacionais testem e certifiquem seus produtos com base nos mesmos critérios em diferentes países, garantindo padronização, qualidade e competitividade internacional.
Além disso, a ISO vem avançando em temas ligados à sustentabilidade. Um exemplo é a ISO 18671, que trata da “flushabilidade” — ou seja, da capacidade dos produtos de papel serem descartados com segurança no vaso sanitário, incluindo critérios de rotulagem e impacto no sistema de esgoto. Essa preocupação com a padronização do descarte complementa os objetivos da ABNT NBR, promovendo maior segurança ambiental e funcionalidade para o usuário.
Normas ASTM (Estados Unidos)
Nos Estados Unidos, embora não exista uma norma única e abrangente para a classificação de papéis higiênicos como a ABNT NBR 15464 no Brasil, a ASTM International desenvolve diversos métodos de ensaio amplamente utilizados na indústria de papéis tissue. Esses métodos são aplicáveis tanto à produção quanto à exportação, especialmente em contextos que exigem rigor técnico e padronização.
Entre os principais métodos de ensaio da ASTM utilizados no setor, destacam-se:
- ASTM D828: utilizado para determinar a resistência à tração de papéis (tensile strength), equivalente aos ensaios previstos na ABNT NBR 15134.
- ASTM D646: define o método de medição da gramatura (massa por área), parâmetro também exigido pelas normas ABNT NBR.
- ASTM D824: trata da taxa de absorção de água por papéis absorventes, sendo comparável aos testes aplicados a papéis toalha.
- ASTM D4369-92: especificação técnica voltada para lenços de papel (facial tissue) embalados em caixas, estabelecendo requisitos mínimos de desempenho como tamanho e resistência.
Embora as normas ASTM não sejam obrigatórias fora dos Estados Unidos, muitas empresas multinacionais utilizam esses métodos em seus processos internos de controle de qualidade ou para atender aos requisitos de exportação. Além disso, diversos métodos ASTM são referenciados em normas internacionais como ISO e TAPPI, reforçando sua importância global.
No contexto brasileiro, as normas da ASTM complementam as diretrizes da ABNT NBR, oferecendo subsídios técnicos adicionais que podem enriquecer a análise de desempenho de papéis sanitários e alinhar as práticas nacionais às exigências do mercado internacional.
Normas EN (Europa)
Na Europa, as normas aplicadas aos papéis sanitários são amplamente harmonizadas com as normas ISO, por meio do Comitê Europeu de Normalização (CEN). A série EN 12625, por exemplo, é equivalente à série ISO 12625, promovendo um alinhamento direto entre os padrões europeus e os internacionais. Essa equivalência também fortalece a compatibilidade com normas nacionais como a ABNT NBR 12625-8, adotada no Brasil com base na ISO.
Além das normas técnicas de desempenho, a Europa se destaca pelo desenvolvimento de critérios de rotulagem ecológica, como o EU Ecolabel, voltado para produtos tissue. Esse selo impõe exigências tanto ambientais quanto funcionais. Para que um papel higiênico ou papel toalha conquiste essa certificação, é necessário atender a requisitos como:
- Uso de fibras recicladas ou certificadas;
- Limites rigorosos para substâncias químicas nocivas;
- Padrões mínimos de maciez, resistência e desempenho, similares aos estabelecidos pelas normas ABNT NBR.
Outro avanço europeu foi a publicação de diretrizes específicas para produtos flusháveis (descartáveis em vaso sanitário). Mesmo antes da oficialização da ISO 18671, associações da indústria e órgãos reguladores da Europa já haviam lançado guias técnicos para avaliar a biodegradabilidade e segurança de descarte de itens como lenços umedecidos, contribuindo para evitar danos aos sistemas de esgoto.
Embora nem todas essas diretrizes sejam normas EN formais, elas exerceram forte influência na construção de padrões internacionais e, indiretamente, em normas como a ABNT NBR 15464 no Brasil.
FAQ
Antes de darmos continuidade, vamos verificar perguntas frequentes que podem ser de ajuda para entendimento dos assuntos abordados em seguida no nosso artiogo.
Pergunta: O que significa papel higiênico folha simples, dupla ou tripla? Qual é melhor?
Resposta:
Folha simples tem 1 camada, folha dupla tem 2, e a tripla tem 3 camadas coladas. A folha dupla é a mais equilibrada em conforto e custo. A simples é mais econômica, mas menos macia, e a tripla oferece mais conforto, porém com custo maior.
Pergunta: Posso jogar papel higiênico usado no vaso sanitário?
Resposta:
Sim, o papel higiênico foi feito para se desmanchar na água e pode ser descartado no vaso. Só evite excesso ou descarte se a tubulação for muito antiga.
Pergunta: Qual a diferença entre papel higiênico e papel toalha? Por que não posso jogar papel toalha no vaso?
Resposta:
Papel higiênico se dissolve na água; papel toalha é resistente mesmo molhado. Jogar papel toalha no vaso pode causar entupimentos.
Pergunta: Papel higiênico reciclado é de qualidade inferior? É seguro usar?
Resposta:
Não. Papéis reciclados modernos são seguros e, quando bem fabricados, oferecem conforto e desempenho similares aos não-reciclados.
Pergunta: O que significa gramatura no papel higiênico? Ela importa na prática?
Resposta:
Gramatura é o peso do papel por metro quadrado. Quanto maior, mais resistente e absorvente tende a ser. Na prática, papéis com boa gramatura rendem mais e rasgam menos.
Pergunta: Papéis higiênicos perfumados ou com cor podem causar alergia ou irritação?
Resposta:
São geralmente seguros, mas quem tem pele sensível deve preferir papéis brancos e sem fragrância para evitar reações.
Pergunta: Como saber se um papel higiênico é de boa qualidade?
Resposta:
Verifique a embalagem, toque, absorção e resistência. Bons papéis são macios, rendem bem e têm selo ou boas avaliações.
Como cada característica do papel é avaliada segundo as normas ABNT NBR?
Os papéis sanitários de qualidade precisam equilibrar diversas propriedades técnicas: devem ser suficientemente resistentes durante o uso, mas também se desintegrar facilmente após o descarte; precisam absorver líquidos de maneira eficiente sem perder sua integridade e, ao mesmo tempo, proporcionar uma sensação agradável de maciez e conforto ao usuário.
Para garantir esse equilíbrio, as normas técnicas — especialmente a ABNT NBR 15134, ABNT NBR 15464 e ABNT NBR 12625-8 — definem métodos padronizados para avaliar cada uma dessas características com precisão.
Esses ensaios laboratoriais são fundamentais para assegurar que o papel higiênico ou papel toalha entregue desempenho, segurança, conforto e sustentabilidade, de acordo com os critérios de qualidade exigidos pelo mercado.
A seguir, veremos como cada atributo principal dos papéis sanitários é testado e classificado conforme as exigências da ABNT NBR.
Como é Avaliada a resistência ao rasgo e à tração pelas Normas ABNT NBR?
A resistência mecânica é uma das propriedades mais importantes nos papéis sanitários, pois garante que o papel não se desfaça nas mãos durante o uso, proporcionando segurança e eficiência. As duas principais medições relacionadas a essa característica são:
- Resistência à tração: mede a força necessária para romper uma tira de papel ao ser esticada.
- Resistência ao rasgo: avalia a capacidade do papel de resistir à propagação de um rasgo já iniciado.
Como é feito o ensaio de tração segundo a ABNT NBR?
De acordo com a norma ABNT NBR 15134, o ensaio de tração é realizado cortando tiras padronizadas do papel, que são submetidas a uma tração contínua em um dinamômetro (máquina de ensaio de tração) até que ocorra o rompimento total da amostra.
A norma estabelece critérios rigorosos para o teste, como:
- Dimensões exatas das amostras;
- Condições controladas de umidade e temperatura (climatização);
- Velocidade de aplicação da carga.
O resultado obtido é expresso em força por largura (N/m ou kN/m), indicando a quantidade de carga que o papel suporta por metro de largura antes de arrebentar.
Esses ensaios, padronizados pelas normas ABNT NBR e ISO, são fundamentais para garantir que o papel sanitário tenha o desempenho mecânico necessário para usos cotidianos, especialmente em ambientes com alto volume de utilização, como empresas e instituições.
Durante os testes de resistência à tração definidos pela norma ABNT NBR 15134, a medição é realizada em duas direções do papel:
- Sentido longitudinal (na direção da bobina);
- Sentido transversal (perpendicular à bobina).
Para papéis higiênicos em rolo, geralmente é calculado um valor médio ponderado entre essas duas direções. Isso representa com mais precisão o comportamento do papel ao ser puxado do rolo, independentemente da direção.
Segundo a ABNT NBR, esse valor de resistência à tração ponderada deve ser de, no mínimo, 90 N/m para papéis higiênicos comuns. Esse parâmetro é essencial para garantir que o papel rompa corretamente no local do picote (perfuração), e não no meio da folha, proporcionando funcionalidade e praticidade ao uso.

Critérios para o teste de tração segundo a ABNT NBR.
Esse ensaio reflete diretamente a durabilidade e usabilidade do papel:
- Se a resistência for muito baixa, o papel poderá se rasgar acidentalmente durante o uso;
- Se for excessivamente alta, o usuário pode ter dificuldade em rasgar o papel no picote, prejudicando a experiência de uso.
Por isso, a norma ABNT NBR também permite a avaliação da resistência do picote, por meio de métodos específicos, garantindo que o papel seja resistente o suficiente para o uso, mas funcional no momento do corte. Esse equilíbrio é essencial para produtos de higiene de alto desempenho.
Como é realizado o ensaio de rasgo segundo as Normas Técnicas?
O ensaio de resistência ao rasgo é geralmente realizado pelo método do pêndulo Elmendorf, conforme estabelecido pela norma ISO 1974 ou pela TAPPI T414. Neste método, uma amostra de papel com um corte inicial é submetida à ação de um pêndulo, que mede a energia necessária para que o rasgo se propague. O resultado representa a resistência do papel a rasgos acidentais durante o uso.
Embora esse teste não esteja sempre presente nas normas de papéis sanitários — como a ABNT NBR 15134 — devido à baixa resistência intrínseca dos papéis tissue, ele ainda pode ser aplicado como complemento para verificar a robustez dos produtos.
Papéis higiênicos, por sua natureza, tendem a ter baixa resistência ao rasgo, o que é desejável até certo ponto, pois facilita a separação das folhas no picote. Já os papéis toalha são projetados para apresentar maior resistência ao rasgo, garantindo desempenho durante o uso, mesmo em contato com líquidos.
As normas ABNT NBR, especialmente no caso dos papéis higiênicos, dão ênfase à resistência à tração em vez do rasgo, uma vez que o rompimento geralmente ocorre em locais controlados, como os picotes. Sendo assim, garantindo-se uma tração mínima exigida pelas normas, a funcionalidade do produto está assegurada.
Resumo técnico:
A durabilidade mecânica dos papéis sanitários é calibrada por meio desses ensaios normativos. Um papel de qualidade — segundo a ABNT NBR — deve resistir ao manuseio normal sem se romper acidentalmente, mas também deve apresentar facilidade de rompimento quando e onde se deseja, como no picote. O equilíbrio entre resistência e funcionalidade é definido quantitativamente pelas normas técnicas.
Como é avaliada a capacidade de absorção de líquidos segundo as normas ABNT NBR?
A absorção de líquidos é uma característica essencial dos papéis sanitários, especialmente para produtos como papel higiênico, toalhas de papel e lenços faciais. Esses materiais precisam ser capazes de absorver líquidos de forma eficiente, sem comprometer sua integridade durante o uso.
Dois parâmetros principais são avaliados nos ensaios definidos pelas normas técnicas:
- Capacidade de absorção: é a quantidade de líquido que o papel consegue reter;
- Tempo de absorção: é a velocidade com que o papel “puxa” o líquido para sua estrutura.
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Essas duas variáveis são fundamentais para garantir eficiência em aplicações práticas, como enxugar as mãos, limpar superfícies ou absorver secreções.
Para garantir padronização, os métodos utilizam água como líquido de teste. Um dos procedimentos mais utilizados é o método da cestinha, descrito inicialmente na ABNT NBR 15134 e, posteriormente, substituído e padronizado pela ABNT NBR ISO 12625-8 — uma adaptação da norma internacional ISO 12625-8.
Este método consiste em:
- Submergir uma amostra de papel presa a uma pequena cesta metálica dentro de um recipiente com água;
- Medir o tempo necessário para completa imersão e encharcamento do papel;
- Avaliar o volume de líquido retido após o tempo determinado.
Esse ensaio padronizado pelas normas ABNT NBR garante que fabricantes e compradores possam comparar produtos de forma objetiva e confiável, especialmente quando o desempenho em absorção é um critério decisivo de qualidade, como no caso de papéis toalha utilizados em ambientes corporativos, hospitalares ou de alto tráfego.
Como é avaliada a capacidade de absorção segundo a ABNT NBR?
A capacidade de absorção é uma propriedade essencial em papéis sanitários, especialmente em papéis toalha, onde é necessário reter grandes volumes de líquido de forma eficaz. Nas normas técnicas como a ABNT NBR 15134 (e sua versão atualizada pela ABNT NBR ISO 12625-8), essa característica é mensurada por meio do método da cestinha, um ensaio padronizado que utiliza água deionizada como líquido de teste.
Como funciona o ensaio?
- Um cesto cilíndrico padronizado, com furos para drenagem, é preenchido com tiras ou pedaços de papel previamente secos e pesados.
- O cesto é então submerso em água deionizada por um tempo específico, permitindo que o papel absorva o máximo de líquido.
- Após a imersão, o cesto é suspenso e o excesso de água livre escorre.
- Mede-se a diferença de peso antes e depois da imersão, obtendo assim a massa de água absorvida.

A capacidade de absorção é uma propriedade essencial em papéis sanitários.
O valor da capacidade de absorção é expresso em gramas de água por grama de papel seco (g/g). Por exemplo, se 1 g de papel retiver 5 g de água, sua capacidade absorvente será de 5 g/g. Quanto maior esse valor, maior a eficiência do papel em reter líquido sem escorrer.
Papéis toalha de boa qualidade apresentam alta capacidade de absorção — muitas vezes retendo várias vezes seu próprio peso em água. Já os papéis higiênicos, embora também devam ser absorventes, não precisam reter grandes volumes; nesse caso, o foco da ABNT NBR 15464 recai mais sobre o tempo de absorção e a desagregabilidade.
No entanto, um papel higiênico com baixa absorção pode espalhar a umidade em vez de retê-la, comprometendo a eficácia da limpeza. Por isso, mesmo com menor exigência, a capacidade de absorção mínima também é recomendada para esse tipo de produto nas classificações da ABNT NBR.
Qual a capacidade de absorção dos papéis sanitários?
Pense em uma esponja de cozinha seca. Sua estrutura porosa permite que ela absorva líquidos rapidamente ao entrar em contato com a água, retendo o líquido em seu interior sem se desfazer ou deformar instantaneamente. Essa analogia descreve bem a capacidade de absorção esperada de um papel sanitário de qualidade.
Assim como a esponja “puxa” a água para dentro de seus poros, o papel higiênico ou toalha deve ser capaz de captar a umidade de forma eficiente, garantindo uma limpeza eficaz, sem encharcar ou se desmanchar antes de cumprir sua função.
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Nas normas técnicas, como a ABNT NBR 15134 e a ABNT NBR ISO 12625-8, essa capacidade é medida com precisão, por meio de ensaios padronizados que avaliam tanto o tempo de absorção quanto a quantidade de líquido retido.
Um papel sanitário de alto desempenho, conforme exigido pelas normas ABNT NBR, deve equilibrar dois fatores fundamentais:
- Absorver rapidamente, como uma boa esponja;
- Manter sua integridade estrutural até completar sua função.
Esse equilíbrio entre eficiência e resistência é o que diferencia um produto de higiene comum de um papel sanitário de excelência técnica, ideal para empresas, instituições e ambientes com alto padrão de qualidade.
Como é avaliado o tempo de absorção segundo as Normas ABNT NBR?
O tempo de absorção é um parâmetro essencial na avaliação da eficiência de papéis sanitários, especialmente toalhas e papéis higiênicos. Ele indica quão rapidamente o papel começa a absorver o líquido, o que é fundamental para que o produto cumpra sua função assim que entra em contato com a umidade.
Utilizando o mesmo aparato do método da cestinha — descrito na ABNT NBR 15134 e atualizado pela ABNT NBR ISO 12625-8 —, o tempo de absorção é determinado com o auxílio de um cronômetro. O teste pode considerar diferentes eventos como referência, dependendo da norma:
- O momento em que o papel afunda, interrompendo o brilho da superfície da água;
- O fim da formação de bolhas de ar;
- O primeiro gotejamento ao suspender a cestinha.
Esses pontos indicam que o papel absorveu água e estão diretamente ligados à sua hidrofilia — quanto mais hidrofílico, mais rapidamente ele absorve. O resultado é expresso em segundos.
Segundo a ABNT NBR, por exemplo, papéis higiênicos Classe A são aqueles que apresentam tempo de absorção inferior a 6 segundos, o que garante que o produto comece a agir imediatamente no contato com a umidade.
Esse tipo de ensaio é especialmente crítico para:
- Papéis toalha, que precisam absorver muito e rapidamente, garantindo uma secagem eficaz das mãos ou superfícies;
- Papéis higiênicos, onde o foco recai mais na velocidade de absorção e na perda de resistência ao contato com a água, o que favorece sua desagregação após o uso.
Enquanto o papel higiênico deve se desintegrar com facilidade ao ficar molhado, os papéis toalha são projetados para manter parte da resistência mesmo úmidos, graças à adição de resinas de resistência ao úmido (wet strength).
Resumo técnico:
A capacidade e o tempo de absorção, padronizados pelas normas ABNT NBR, garantem que cada tipo de papel sanitário cumpra sua função de forma eficaz e adequada à aplicação. Produtos diferentes, como papel higiênico e papel toalha, possuem requisitos distintos de absorção e resistência, e é exatamente isso que as normas asseguram: qualidade, desempenho e segurança no uso.
O que dizem as normas ABNT NBR sobre desagregação e biodegradabilidade em papéis higiênicos?
Após o uso, a maior parte dos papéis higiênicos é descartada diretamente no vaso sanitário. Por isso, uma característica essencial avaliada pelas normas e protocolos de qualidade é a desagregabilidade, também chamada de desagregação em água. Essa propriedade indica a facilidade com que o papel se desfaz quando imerso e agitado em água — simulando as condições de uma descarga sanitária.
A desagregação está diretamente relacionada à biodegradabilidade e ao impacto ambiental do produto. Um papel que se desintegra rapidamente:
- Reduz o risco de entupimentos;
- Facilita o tratamento de esgoto;
- Aumenta a eficiência dos sistemas sanitários;
- Tem menor impacto ambiental, pois se decompõe mais facilmente por ação de microrganismos.
Como funcionam os testes de desagregação?
As normas internacionais e ensaios laboratoriais simulam as condições de uma descarga. Um dos critérios mais usados globalmente, adotado por entidades como a IWSFG (International Water Services Flushability Group), determina que:
- Após 30 minutos de agitação controlada, pelo menos 80% da massa do papel deve passar por uma peneira com malha de 25 mm.
- Isso comprova que o papel se fragmentou em partículas suficientemente pequenas para serem conduzidas com segurança pelo sistema de esgoto.

Teste de Desagregação segundo a ABNT NBR
No Brasil, embora a ABNT NBR 15134 não tenha formalizado um método específico de desintegração na versão original de 2007 (enfatizando mais o tempo de absorção), ensaios práticos seguem princípios similares aos padrões internacionais.
O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), por exemplo, realiza um teste de desagregação muito utilizado pela indústria, com base em agitação mecânica de amostras de papel em água. O resultado é avaliado por inspeção visual e peneiramento, verificando o grau de desintegração.
E na prática?
- Papéis higiênicos de alta qualidade, mesmo sem obrigatoriedade normativa pela ABNT NBR, costumam se fragmentar já nos primeiros segundos de agitação;
- Em poucos minutos, transformam-se em uma suspensão de fibras, reduzindo o risco de obstruções em encanamentos;
- Já produtos de baixa desagregabilidade mantêm pedaços grandes mesmo após longos períodos, indicando potencial para causar entupimentos.
Qual o risco de um papel higiênico que não se desagrega facilmente?
A não desagregação de um papel higiênico ao ser descartado no vaso sanitário pode trazer sérios problemas. Mesmo que o papel seja macio e resistente, se ele não se desfizer rapidamente em contato com a água, pode provocar entupimentos nas tubulações, danos às instalações hidráulicas e sobrecarga no sistema de esgoto.
Para ser considerado seguro para descarte, principalmente em mercados regulados, o papel higiênico precisa passar por testes que comprovem sua desagregação eficiente — e isso está diretamente ligado aos critérios estabelecidos por normas como a ABNT NBR, além de normas internacionais como as do grupo IWSFG.
Além disso, desagregação e biodegradabilidade caminham juntas no contexto ambiental. Enquanto a desagregação trata da fragmentação física do papel, a biodegradabilidade refere-se à capacidade de decomposição por microrganismos após o uso. Um papel sanitário ideal deve cumprir ambos os critérios.
O que dizem as normas internacionais de flushabilidade?
As normas internacionais de flushabilidade estabelecem que:
- O papel higiênico deve conter menos de 1% de fibras plásticas;
- Deve ser composto prioritariamente por celulose (material orgânico);
- Deve se desintegrar em pequenos fragmentos sem causar obstruções;
- Os fragmentos devem ser biodegradáveis, garantindo que não deixem resíduos permanentes no meio ambiente.
Diferentemente de alguns lenços umedecidos que se autodenominam “flushables”, mas contêm fibras sintéticas (como viscose ou plástico), os papéis higiênicos certificados conforme ABNT NBR e padrões internacionais não devem conter aditivos plásticos.
Resumo técnico:
Um papel higiênico ideal, conforme parâmetros da ABNT NBR e normas internacionais, deve:
- Desfazer-se rapidamente ao entrar em contato com a água, evitando entupimentos;
- Ser 100% biodegradável, garantindo que os resíduos se decomponham por ação natural, sem poluir o meio ambiente.
Esses critérios são fundamentais para validar a segurança do descarte, proteger o sistema de esgoto e assegurar práticas de higiene com responsabilidade ambiental. A próxima seção abordará o teste de desagregação conduzido pelo IPT, que complementa essas avaliações com resultados práticos em laboratório.
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Como funciona o teste de desagregação do IPT e qual a sua Relevância para a ABNT NBR?
O teste de desagregação do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) é um ensaio técnico desenvolvido para verificar a capacidade de um papel higiênico se desintegrar em água, simulando o que ocorre no momento do descarte no vaso sanitário. Esse método se tornou uma referência no Brasil para avaliar a flushabilidade de papéis sanitários, especialmente na ausência de um método formalizado pela ABNT NBR.
O que o teste avalia?
Esse ensaio busca medir:
- A facilidade de desagregação do papel;
- O potencial de causar entupimentos;
- A adequação ambiental para o descarte via esgoto.
Como é realizado o teste de desagregação do IPT?
- Um equipamento agitador (semelhante a um misturador de laboratório) é utilizado;
- Uma quantidade definida de papel higiênico (em folhas ou comprimento padrão) é colocada em um recipiente com água limpa, em temperatura ambiente — simulando as condições reais de um vaso sanitário;
- O papel é então agitado por 5, 10 ou 30 minutos, dependendo do nível de rigor exigido;
- Após o tempo estabelecido, o conteúdo é vertido em uma peneira com malha de 25 mm.
Análise dos resultados
- Se grandes pedaços do papel ficam retidos, o produto apresenta baixa desagregabilidade;
- Se mais de 80% da massa do papel passa pela peneira, o papel é considerado altamente desagregável e, portanto, flushable;
- Uma avaliação visual também é realizada para identificar a presença de fragmentos visíveis ou pedaços inteiros;
- O teste é repetido com várias amostras para garantir a reprodutibilidade e validade dos dados.
Critérios de aprovação e relação com a ABNT NBR
Embora a ABNT NBR 15134 ainda não contenha um método específico para desagregação, o teste do IPT serve como base técnica para a elaboração de futuros requisitos normativos. Hoje, os comitês de saneamento e higiene recomendam seguir critérios internacionais, como:
- Mais de 80% de fragmentos passando pela peneira de 25 mm após 30 minutos;
- Para testes de menor duração (5 minutos), espera-se fragmentação parcial visível como indicativo de início de desagregação.
Produtos que não atendem a esses padrões são considerados de baixa flushabilidade, oferecendo maior risco de obstruções nos sistemas de esgoto e maior impacto ambiental.
Qual a importância da desagregação para a certificação de produtos seguros para o esgoto?
O teste de desagregação, conforme praticado pelo IPT e alinhado com critérios técnicos baseados em normas internacionais, é fundamental para garantir que o papel higiênico não cause entupimentos ou danos ao sistema de esgoto doméstico e público.
Sistemas de esgoto são projetados para processar dejetos humanos e papel higiênico, desde que este último tenha alta capacidade de desintegração, como previsto em ensaios associados à ABNT NBR e a protocolos internacionais de flushabilidade. Quando o papel não se desfaz adequadamente, comportando-se como um tecido ou pano, ele pode:
- Prender-se em curvas de tubulações;
- Agrupar-se com outros detritos;• Formar bloqueios que provocam entupimentos.
Quais as consequências práticas?
- Para o usuário final, isso se traduz em gastos com manutenção, como serviços de desentupimento;
- Para as companhias de saneamento, há um aumento significativo de sólidos nas redes e estações de tratamento;
- Para o meio ambiente, o risco de descarte inapropriado e sobrecarga no sistema hídrico.

O teste de desagregação, conforme praticado pelo IPT e alinhado com critérios técnicos baseados em normas internacionais.
Qual o impacto do hapel higiênico de qualidade em critério técnico e responsabilidade socioambiental?
Um papel higiênico de boa qualidade deve se desintegrar rapidamente durante seu trajeto pelo encanamento, o que pode ser comprovado com ensaios técnicos como o teste de desagregação do IPT. Esse teste oferece segurança para que os produtos recebam:
- Selo de qualidade técnico;
- Declarações do tipo: “dissolve rápido”, “não entope” ou “seguro para fossas sépticas” (equivalente ao selo septic safe no exterior).
No Brasil, empresas públicas como a SABESP já manifestaram preocupação com o descarte de materiais inadequados, como certos lenços umedecidos, na rede pública. Isso reforça a necessidade de certificações de desagregabilidade, que, apesar de ainda não padronizadas pela ABNT NBR, têm sido cada vez mais exigidas no mercado como boa prática da indústria de higiene e limpeza.
A marca Optipaper, por exemplo, realiza laudos de desagregação em seus papéis higiênicos como parte de seu compromisso com a sustentabilidade e a funcionalidade. Esses laudos garantem que o produto contribua positivamente para a operação segura e eficiente das redes de esgoto, evitando obstruções e promovendo a biodegradabilidade.
Papéis de rápida vs. lenta desagregação: O que revela o teste do IPT?
O teste de desagregação do IPT evidencia diferenças significativas entre os tipos de papel higiênico, especialmente no que diz respeito à segurança para descarte em sistemas de esgoto. Embora a ABNT NBR 15134 não tenha um método formal de desintegração, os dados obtidos por esse ensaio são fundamentais para avaliar a flushabilidade e o impacto ambiental do produto.
Papéis de Rápida Desagregação
Esses são os papéis que se desfazem quase instantaneamente em contato com a água. São produzidos com fibras curtas e normalmente não possuem agentes de resistência ao úmido.
Características:
- Dispersam-se em poucos minutos de agitação no teste do IPT;
- A maior parte da massa passa pela peneira, formando uma suspensão flocular fina;
- São altamente seguros mesmo para tubulações antigas ou estreitas;
- São comuns em papéis indicados para fossas sépticas ou uso em trailers (RV), com selos como “dissolve 4x mais rápido”;
- Podem sacrificar maciez ou espessura, sendo mais finos e menos encorpados.
Esses papéis atendem com folga os critérios internacionais de flushabilidade e, embora ainda não exista norma ABNT NBR específica para esse tipo de classificação, já são considerados referência em desempenho ambiental.
Papéis de Lenta Desagregação
São produtos que resistem mais tempo na água, mantendo pedaços grandes por minutos, mesmo sob agitação.
Características:
- Geralmente são papéis mais espessos, com várias camadas ou colados com excesso de goma;
- Valorizam o conforto, sendo mais encorpados e macios;
- Mesmo após 30 minutos de teste, fragmentos inteiros podem permanecer, o que os coloca abaixo do critério de 80% de desintegração recomendada;
- São menos indicados para sistemas de esgoto sensíveis;
- Em casos de tubulações antigas, recomenda-se evitar o descarte em grandes volumes ou considerar o descarte em lixo.
Embora ainda sejam tecnicamente “flusháveis” por serem feitos de celulose, esses papéis oferecem risco potencial de obstrução se usados inadequadamente.
Qual a diferença entre lenços “flusháveis” e papéis higiênicos
Os lenços umedecidos comercializados como “flusháveis” têm sido apontados como vilões dos entupimentos ao redor do mundo. Diferentemente dos papéis higiênicos genuínos, esses lenços contêm fibras sintéticas e não se desintegram com facilidade, levando horas — ou nunca — para se decompor.
Para compreender a importância da desagregação do papel higiênico, imagine o seguinte cenário: pense no papel como um cubo de açúcar cristal usado para adoçar o café. Enquanto está seco, o açúcar é firme, sólido e pode ser manipulado com facilidade — assim como o papel higiênico precisa ter resistência suficiente durante o uso, mantendo sua integridade nas mãos do usuário.

Os lenços umedecidos comercializados como “flusháveis” têm sido apontados como vilões dos entupimentos ao redor do mundo.
No entanto, assim que o açúcar entra em contato com o líquido quente, ele começa a se dissolver rapidamente e por completo. Essa reação é semelhante ao que se espera do papel higiênico quando é descartado no vaso sanitário: ele deve se desmanchar em pequenos fragmentos, facilitando seu trajeto pelas tubulações e evitando entupimentos.
Essa capacidade de se desintegrar ao contato com a água é o que chamamos de desagregação, um conceito central em normas como a ABNT NBR 15134 e em ensaios técnicos utilizados no setor de saneamento, como o teste de desagregação do IPT.
O equilíbrio ideal: resistência no uso, fragilidade na descarga
Assim como o açúcar precisa ser sólido para ser manipulado, mas solúvel para adoçar o café, o papel higiênico de qualidade precisa encontrar o ponto ideal entre:
- Resistência mecânica, para ser eficaz na limpeza;
- Desagregação rápida, para ser seguro no sistema de esgoto.
Esse equilíbrio é avaliado por métodos de ensaio descritos na ABNT NBR, bem como por testes práticos que comprovam a flushabilidade do produto.
É essa dualidade — resistência durante o uso e fragilidade controlada na água — que garante tanto o desempenho funcional quanto a segurança sanitária do papel higiênico.
Como a norma ABNT NBR ajuda no equilíbrio entre qualidade e sustentabilidade em papéis sanitários?
A qualidade do papel sanitário vai muito além da resistência ou da maciez. Atualmente, ela envolve também o compromisso com a sustentabilidade ambiental, fator cada vez mais valorizado por consumidores, empresas e instituições. Nesse cenário, as normas técnicas como a ABNT NBR 15134 e ABNT NBR 15464 cumprem um papel central ao estabelecer critérios de desempenho que impulsionam práticas mais responsáveis na cadeia produtiva.

As normas ABNT NBR auxiliam na hora da escolha entre papéis.
Qualidade sob a ótica da sustentabilidade
Historicamente, os papéis sanitários considerados de “alta qualidade” eram produzidos com celulose virgem de fibra curta, como a proveniente do eucalipto. Em contrapartida, os papéis reciclados eram vistos como mais ásperos, frágeis e menos eficientes.
Porém, com os parâmetros técnicos definidos pelas normas ABNT NBR, especialmente no que diz respeito à resistência à tração, à absorção e à maciez, a indústria foi desafiada a inovar. E conseguiu. Hoje, papéis reciclados já alcançam níveis de desempenho semelhantes aos papéis de fibras virgens, graças a:
- Tecnologias de refino e purificação de fibras;
- Aditivos químicos que melhoram suavidade e resistência;
- Processos otimizados de fabricação.
Além disso, o mercado tem se expandido com o uso de fibras alternativas e não madeireiras, como:
- Bagaço de cana-de-açúcar;
- Bambu;
- Palha de trigo.
Essas matérias-primas sustentáveis também podem atender aos critérios das normas ABNT NBR, desde que passem nos mesmos ensaios técnicos padronizados.
Qual o papel das normas ABNT NBR no estímulo à sustentabilidade?
É importante destacar que as normas ABNT NBR não exigem uma origem específica da fibra. O foco está na performance do produto, independentemente de ser feito com celulose virgem ou reciclada. Assim, ao definirem critérios mínimos de desempenho, essas normas acabam incentivando o aprimoramento dos processos sustentáveis para que os produtos estejam em conformidade técnica e, ao mesmo tempo, respeitem o meio ambiente.
Isso significa que, hoje, já é possível oferecer ao mercado:
- Um papel higiênico reciclado, com bom desempenho em maciez, resistência e absorção;
- Que respeita critérios da ABNT NBR 15134 e da série ABNT NBR 15464;
- E que contribui para metas ESG de empresas, condomínios e instituições públicas.
A busca por produtos mais sustentáveis vem transformando a indústria de papéis sanitários. Hoje, a qualidade técnica exigida pelas normas ABNT NBR está diretamente relacionada ao uso de químicos mais seguros e à promoção da biodegradabilidade.
Qual a influência das normas ABNT NBR no uso de aditivos químicos?
Um exemplo claro é o uso de resinas sintéticas para resistência à tração a úmido. Esses aditivos eram comuns para garantir que o papel toalha ou higiênico não se desfizesse durante o uso. No entanto, muitas dessas substâncias comprometem a biodegradabilidade do papel, dificultando sua desintegração após o descarte.
A pressão por soluções mais sustentáveis e a própria exigência de que os produtos sejam desagregáveis, conforme diretrizes indiretas da ABNT NBR 15134, incentivaram o desenvolvimento de:
- Aditivos biodegradáveis de nova geração;
- Tecnologias que equilibram resistência e degradação;
- Limites controlados de aplicação de resinas, respeitando o desempenho exigido sem prejudicar o meio ambiente.
O que ABNT NBR diz sobre a alvura dos papéis?
Outro fator é a alvura do papel higiênico. Culturalmente, os consumidores brasileiros valorizam papéis brancos — sinônimo de limpeza e qualidade. No entanto, alcançar essa brancura requer processos químicos intensivos, como o branqueamento com alvejantes.
O que muitos não sabem é que as normas da ABNT NBR não exigem alta alvura. Um papel classificado como Classe C pode ter cerca de 60% de alvura e ainda assim ser considerado conforme tecnicamente. Isso abre espaço para:
- Papéis não branqueados (marrons ou naturais);
- Papéis com cor pastel reciclado, com menor impacto químico;
- Produtos sustentáveis que ainda atendem aos requisitos técnicos de resistência, absorção e desagregação estabelecidos pela ABNT NBR.
Como a ABNT NBR afeta na biodegradabilidade dos papéis sanitários?
A biodegradabilidade é outro critério que está ganhando destaque, tanto do ponto de vista das normas técnicas quanto das certificações ambientais. Um papel sanitário de qualidade, conforme as normas da ABNT NBR 15464 e NBR 15134, precisa não apenas ser eficiente durante o uso, mas também:
- Desintegrar-se com facilidade após o descarte;
- Ser totalmente biodegradável, sem deixar resíduos plásticos ou sintéticos.

A biodegradabilidade é outro critério que está ganhando destaque.
Produtos que contêm fibras plásticas ou aditivos não degradáveis podem ser automaticamente reprovados em ensaios de flushabilidade, além de não se qualificarem para selos verdes ou certificações ambientais relevantes.
+SAIBA MAIS: Como identificar um produto de limpeza biodegradável?
Qual o papel das normas ABNT NBR na qualidade sustentável?
No universo dos papéis sanitários, o compromisso com a sustentabilidade vai além da escolha de matérias-primas. Hoje, fabricantes que desejam se destacar no mercado buscam certificações ambientais reconhecidas, que complementam e reforçam os critérios de qualidade definidos por normas técnicas como a ABNT NBR 15134 e a série ABNT NBR 15464.
Qual a relação de certificações como PEFC® com a ABNT NBR?
Um exemplo prático é o selo PEFC®, presente em produtos da linha Optipaper. Essa certificação assegura que a celulose utilizada provém de manejo florestal responsável, promovendo a sustentabilidade desde a origem da fibra. Embora a ABNT NBR não exija que o papel tenha uma origem certificada, ela determina que o produto final atenda a padrões mínimos de desempenho técnico. Assim, o selo PEFC® complementa as normas ABNT NBR, agregando valor ambiental ao produto.
+SAIBA MAIS: Selo de sustentabilidade PEFC: Como adotar na prática?
Selo ecológico europeu e rotulagem ambiental ABNT
Outro destaque é o EU Ecolabel, selo ecológico europeu, e seu equivalente nacional no Brasil: o Programa ABNT de Rotulagem Ambiental. Para obter esse tipo de certificação, o papel sanitário precisa atender a uma série de exigências, como:
- Limites de emissão durante a produção;
- Percentual mínimo de material reciclado;
- Ausência de substâncias tóxicas, como o cloro gasoso no processo de branqueamento;
- Desempenho comprovado em ensaios de resistência, absorção e desagregação, conforme parâmetros da ABNT NBR.
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Ou seja, não basta que o papel seja ambientalmente correto — ele também precisa comprovar qualidade em uso, alinhando sustentabilidade e funcionalidade.
Qual a importância das normas ISO e da padronização global?
Certificações ambientais também seguem diretrizes internacionais, como:
- ISO 14001 (gestão ambiental);
- ISO 14024 (rotulagem ambiental).
Essas normas orientam as boas práticas das empresas e contribuem para a padronização dos requisitos exigidos em diferentes países, sempre com foco na melhoria contínua dos processos industriais e na responsabilidade socioambiental.
Eco-design e Inovação em Papéis Sanitários: Alinhando Sustentabilidade e Qualidade com as Normas ABNT NBR
A evolução do setor de papéis sanitários não se limita ao desempenho técnico — ela também passa por uma transformação sustentável impulsionada pelo eco-design. Inovações como rolos sem tubete, embalagens de papel no lugar do plástico e papéis mais finos com alto desempenho demonstram o compromisso da indústria em reduzir o impacto ambiental sem abrir mão da qualidade. Mas como garantir que essas mudanças não comprometam a eficiência? É aí que entram as normas técnicas ABNT NBR.
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Quais inovações sustentáveis exigem testes segundo as normas ABNT NBR?
Produtos como o papel higiênico sem tubete reduzem resíduos de papelão, enquanto embalagens recicláveis ou biodegradáveis substituem o plástico convencional, alinhando-se a tendências globais de sustentabilidade. Da mesma forma, papéis mais finos, mas com gofragem estratégica (texturização), oferecem maciez e volume percebido com menos matéria-prima.
Para que essas soluções sejam viáveis, precisam atender a critérios técnicos rigorosos. As normas da ABNT NBR, como a ABNT NBR 15134 (métodos de ensaio) e a ABNT NBR 15464 (classificação de desempenho), são aplicadas para avaliar:
- A resistência mecânica do papel mesmo sem tubete;
- O desempenho de tração e absorção em folhas mais finas;
- A funcionalidade das embalagens alternativas;
- A compatibilidade com os sistemas de higiene e saneamento.
A busca por inovação mostra que qualidade e sustentabilidade podem andar lado a lado:
- Um papel que absorve melhor (testado segundo a ABNT NBR) exige menos folhas por uso, reduzindo o desperdício;
- Um papel resistente na medida certa evita a necessidade de dobras múltiplas, economizando recursos;
- Embalagens otimizadas diminuem o impacto ambiental sem comprometer a proteção do produto.
Esses ganhos são avaliados dentro dos parâmetros estabelecidos pelas normas ABNT NBR, garantindo que todo novo projeto seja tecnicamente seguro, funcional e alinhado à sustentabilidade.
Qual a relação entre segurança, conformidade e a ABNT NBR?
A segurança dermatológica de produtos de higiene pessoal, como os papéis sanitários, é um pilar fundamental na construção da confiança do consumidor. Entre os testes mais reconhecidos para essa finalidade, destaca-se o patch test, método validado internacionalmente para avaliação da irritabilidade e sensibilização cutânea. Esse ensaio segue protocolos rigorosos e está alinhado a normativas internacionais como a Declaração de Helsinque e as Boas Práticas Clínicas (ICH E6). No Brasil, sua aplicação é respaldada pelas diretrizes da ANVISA, com base no Guia para Avaliação de
Segurança de Produtos Cosméticos
Embora o patch test seja regido por protocolos clínicos e regulatórios, sua aplicação pode ser integrada a exigências técnicas e complementares de qualidade, como aquelas previstas por normas da ABNT NBR, especialmente quando tratamos de produtos que exigem desempenho técnico e segurança simultaneamente. No contexto dos papéis sanitários, como papel higiênico ou papel toalha, a conformidade com as normas da ABNT NBR 15464 e da ABNT NBR 15134 garante o desempenho técnico (resistência, absorção, desagregação), enquanto o teste dermatológico assegura a segurança no contato direto com a pele.
Aplicação do patch test nos papéis Optipaper
No caso dos papéis da marca Optipaper, o laudo de irritabilidade dérmica comprova que os produtos passaram com sucesso por todas as etapas do patch test, sem apresentar sinais clínicos de irritação, como eritema, edema ou sensibilização. O teste foi realizado em condições maximizadas de exposição, simulando o uso repetido e contínuo do produto sobre a pele.
Esse resultado atesta que os papéis são seguros mesmo para peles sensíveis, o que é um diferencial especialmente relevante para ambientes corporativos, hospitalares, educacionais e condominiais, onde o uso frequente é esperado.
Conformidade, desempenho e segurança em um único produto
A junção entre conformidade com a ABNT NBR e os ensaios dermatológicos evidencia o compromisso da marca com a entrega de um produto que vai além do básico. O consumidor, ao utilizar os papéis Optipaper, conta com:
- Conformidade técnica segundo critérios da ABNT NBR 15464 e ABNT NBR 15134;
- Segurança comprovada dermatologicamente, segundo padrões ANVISA e internacionais;
- Conforto, eficiência e proteção cutânea.
Como a conformidade com a RDC 640/2022 e normas técnicas como a ABNT NBR afetam na segurança microbiológica em produtos de higiene?
A RDC nº 640/2022, publicada pela ANVISA, estabelece requisitos rigorosos para a segurança microbiológica de produtos de higiene pessoal que entram em contato direto com a pele – como papel higiênico, papel toalha, lenços e absorventes. Essa regulamentação visa proteger a saúde do consumidor, evitando a exposição a micro-organismos que possam causar infecções ou outras reações adversas.
Entre os parâmetros avaliados estão:
- Bactérias mesófilas aeróbias
- Fungos (bolores e leveduras)
- Staphylococcus aureus
- Escherichia coli
- Pseudomonas aeruginosa
- Clostridium spp., entre outros.
Esses testes seguem metodologias reconhecidas internacionalmente, como o USP 2020, e devem ser realizados em laboratórios certificados, com total rastreabilidade.
Qual a relação com a ABNT NBR e outras normas técnicas?
Embora a RDC 640/2022 trate da qualidade microbiológica, seu cumprimento está em sintonia com outras normas técnicas que avaliam aspectos físicos e de desempenho dos papéis sanitários, como a ABNT NBR 15134 (métodos de ensaio para papéis sanitários) e a ABNT NBR 15464 (classificação dos papéis higiênicos). Juntas, essas normas formam um conjunto robusto que assegura não apenas desempenho e eficiência, mas também segurança no uso diário.
Essa integração entre regulamentações da ANVISA e critérios estabelecidos por normas ABNT NBR proporciona às empresas um padrão de qualidade completo, que cobre desde resistência e absorção até segurança microbiológica, aspecto essencial para produtos que tocam diretamente a pele.
Conformidade dos papéis Optipaper com a RDC 640/2022
Os papéis da linha Optipaper são submetidos a ensaios microbiológicos conforme a RDC 640/2022, garantindo que estejam livres de micro-organismos patogênicos em níveis que possam representar riscos à saúde. Os laudos técnicos atestam que os produtos são seguros para o uso diário, inclusive em ambientes sensíveis como hospitais, clínicas, escolas e empresas.
Essa conformidade reforça o compromisso da marca com a qualidade, a saúde do consumidor e o respeito às normas brasileiras, como as da ANVISA e da ABNT NBR, assegurando que o papel não apenas funcione bem, mas também não ofereça riscos invisíveis ao usuário
Conclusão
A conformidade com as normas técnicas é fundamental tanto para os fabricantes quanto para os consumidores de papéis sanitários. Do lado da indústria, seguir normas como a ABNT NBR 15134 e a série NBR 15464 significa assegurar qualidade, desempenho consistente e segurança nos produtos. Isso evita problemas pós-venda, reclamações e riscos à imagem da marca, além de abrir portas em mercados que exigem certificações.
Atender às normas também impulsiona a melhoria contínua – vide o caso das normas de classificação que incentivaram uma evolução na qualidade média do papel higiênico brasileiro ao longo dos anos.
Para o consumidor e usuários em geral, embora os detalhes técnicos possam passar despercebidos, os benefícios estão presentes no dia a dia: graças às normas, podemos confiar que o papel higiênico não vai rasgar na hora errada, que vai absorver aquilo para o qual foi feito e que vai desaparecer no ralo sem causar dor de cabeça. Em outras palavras, o cumprimento das normas se traduz em uma boa experiência de uso – conforto, eficiência e tranquilidade. Além disso, a padronização permite comparação justa: ao escolher um papel “Classe A” ou “Classe 1” (conforme as normas ABNT), o consumidor tem uma expectativa clara de alto desempenho.
Outra consequência importante é a preservação dos sistemas de saneamento: papéis higiênicos adequados ajudam a manter os vasos e encanamentos funcionando, prevenindo custos e problemas de manutenção em residências e nas redes públicas. Isso tem um impacto coletivo – imagine milhares de pessoas descartando produtos inadequados, o estrago que não seria no esgoto! Felizmente, com normas e fiscalização, minimizamos esse risco.
Por fim, a escolha de um papel sanitário adequado também toca a esfera da sustentabilidade. Hoje sabemos que é possível ter produtos que atendam normas de qualidade e, simultaneamente, possuam certificações ambientais. Então, o consumidor consciente pode buscar papéis com selos como PEFC, EU Ecolabel ou o selo verde ABNT, garantindo que além de qualidade, houve cuidado ambiental na fabricação. Essa opção, alinhada às normas, multiplica os aspectos positivos – você terá um papel macio e eficiente, seu encanamento agradece, e o planeta também.
+SAIBA MAIS: Selo PEFC de Sustentabilidade: Diferencial para empresas sustentáveis
Em suma, normas técnicas para papéis sanitários existem para nosso benefício diário. Elas estão nos bastidores de cada rolo de papel higiênico que usamos, mas seus efeitos se fazem sentir em cada flush bem-sucedido e em cada folha que cumpre seu papel (com o perdão do trocadilho). Ao conhecer e valorizar essas normas, fabricantes reafirmam seu compromisso com a excelência, e consumidores fazem escolhas mais informadas. Tudo isso contribui para elevar o padrão de um item tão essencial, porém tão corriqueiro, como o papel higiênico – mostrando que mesmo nas coisas simples, há muita engenharia, teste e cuidado envolvidos para tornar nossas vidas melhores e mais saudáveis.
Em síntese, o conhecimento dos parâmetros e métodos de ensaio das normas para papéis sanitários é indispensável para profissionais que atuam na aquisição e no uso de materiais de limpeza. A conformidade com normas como a ABNT NBR 15134 e a série ABNT NBR 15464, aliada à integração de métodos internacionais, assegura que os produtos disponíveis no mercado ofereçam um desempenho consistente – seja em termos de resistência mecânica, absorção ou desagregabilidade. Essa padronização não só protege o consumidor final, mas também garante que os sistemas de saneamento, tanto domésticos quanto industriais, não sejam comprometidos pelo descarte inadequado de produtos que não se desintegram corretamente.
Além disso, a preocupação com a sustentabilidade, evidenciada pela busca de certificações ambientais e pelo desenvolvimento de produtos que conciliem alta performance e responsabilidade ecológica, representa um avanço significativo para o setor. O equilíbrio entre qualidade, conforto e sustentabilidade é um imperativo para que os materiais de limpeza profissionais não apenas cumpram sua função imediata, mas também contribuam para a preservação dos recursos e a saúde pública a longo prazo.
Portanto, ao aprofundar-se nas normas técnicas e compreender os testes que embasam a qualidade dos papéis sanitários, os profissionais poderão tomar decisões mais embasadas e assertivas. Essa escolha, além de melhorar a experiência de uso e reduzir custos com manutenção e reparos, reforça o compromisso com a eficiência operacional e a responsabilidade ambiental. Em um cenário onde a higiene e a sustentabilidade são prioridades, investir em produtos que atendam a padrões rigorosos é sinônimo de investimento na segurança, na saúde e no futuro dos sistemas de saneamento e limpeza.
+SAIBA MAIS: Normas Papeis Tissue
Referências